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POR QUE LEMOS LITERATURA?

 

Lemos porque queremos entender a realidade de outro ponto de vista ou porque precisamos fugir dela por um momento para voltar mais lúcidos. Lemos livros de ficção porque queremos saber como os outros vivem, enfrentam os problemas, como vencem ou como sucumbem. Lemos porque queremos ver refletido nosso eu no mundo dos personagens.
A força do teatro é o arroubamento emocional, a participação grupal – que alimente, além do instinto estético, o instinto gregário do ser humano. Os espectadores estão na mesma sala assistindo à peça. Ao contrário do teatro, a leitura é atividade solitária. Podemos falar sobre um livro com um amigo, familiar ou colega de trabalho. Mas lemos e nos emocionamos sozinhos. Contudo, um bom livro nos ajuda a suportar melhor a solidão. Por isso, os livros foram chamados de “bons amigos”. Estão sempre esperando os leitores.
No teatro os personagens estão diante do espectador, podemos olhar os personagens. A leitura, ao contrário, coloca em jogo a imaginação do leitor. No teatro as reações de qualquer pessoa da plateia podem ser observadas pelos outros. A leitura dá lugar a expressões – como rir, chorar - que muitas vezes, a pessoa oculta em público. Tanto a leitura de obras ficcionais quanto o teatro têm função catártica, mas as estradas são diferentes.
No final de uma peça, o público aplaude. Ao terminamos de ler um livro também podemos sentir desejos de aplaudir ou de criticar. Mas aplaudimos ou criticamos mentalmente. Também podemos escrever nossas impressões ou procurar outras pessoas para fazer comentários ou trocar opiniões. Por isso é tão importante a criação de clubes de leitura. O ser humano é gregário e precisa de outros para dialogar e crescer.
Podemos entender que o esforço do escritor é ciclópeo. Ele precisa encontra caminhos para chegar à mente do leitor e despertar o interesse.
O importante é cultivar o hábito da leitura seja como fonte de informações, como caminho de autoconhecimento, ou simples entretenimento.
Em síntese, lemos literatura para interpretar o mundo, para esquadrinhar a alma humana, para conhecer, para compreender, para sair do dia a dia rotineiro. Ítalo Calvino, Julio Cortázar, e outros, aconselham ler os clássicos. Os clássicos passam valores enquanto desenvolvem histórias.
O escritor Jorge Luiz Borges dizia que ler deve ser um ato prazeroso. Ler é vital para nosso desenvolvimento como seres humanos.
 
 
Isabel Florinda Furini
Escritora e educadora. É autora de: O Livro do Escritor, da editora Instituto Memória, Curitiba, 2009. Também escreve poesia e livros para o público infantil.
 
 
 

 

 
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